terça-feira, 11 de outubro de 2011

Porto

O frio, a chuva, e teu cheiro escorrendo em mim. A tríade perfeita. Nosso vapor esfumaçando a vidraça da janela; nosso amor a ecoar pelas paredes. Vida é o que sai dos meus poros fundidos aos teus. Melodias de acasos e peles justapostas nas interseções de nós. Os nós. Quero-te o sublimar do toque e a polifonia da respiração. Porque teus harmônicos são minha sintonia perfeita, minha alegria em dó maior.

Te vejo assim, tão oceano, e mergulho infnito. Cada milímetro descoberto, cada pôr de lua prateando-me as águas, o sopro de um novo verso. Evoco a canção, enquanto me trazes o ar, tatuando-me beijos, razão por cada reticência que debate em meu peito e faz meu céu dançar em mim.  

Nossa sincronia fez do meu desejo o alimento das tuas reentrâncias, onde me achego sem medo e te levo o mar. Tuas ondas me engolem. Tuas curvas, meu labirinto. Tuas águas, meu aconchego. Teu peito, meu abrigo. Quero-te as nuances embalando cada respirar. Entrelaçar minha vida à tua pra te dizer a cada anoitecer o quanto te quero e suspirar em teu peito: "me faz ser-te um mar..."

PS: Decidi regressar e sereiar por aqui... a vida dá voltas e desata nós.

4 Vestígios:

Mateus Marques disse...

Poxa... achei o máximo esse texto cara. Sem palavras.

Vieira Calado disse...

Gostei do texto.
Achei-o muito bem escrito!

Um abraço.

Geraldo Pinho disse...

Muito bonito, mesmo!

Vieira Calado disse...

Vim ver se havia novidades...

Um abraço