quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Coração Azul

Preciso debulhar meus sonhos por aí. Porque se alados eles se tornam, as manhãs se embriagam de por-de-lua, já que o tom de prata faz meu céu se enaltecer de alegrias minhas. Confesso que já quis voar muito alto, que já almejei coisa de gente grande, mas hoje bem sei que me satisfaz o giro. E se ele acontece, fecho os olhos pra sentir o vento em cada milímetro da alma. Minhas janelas se abrem para o oceano de alegria que me cobre e, aquecido, redemoinho por entre os céus que se estendem diante destas ruas. Desloco-me por entre a grandeza de meus sonhos, e suspiro o desejo de que eles se tornem semente, e fertilizem cada passo que eu der. É um querer que me gera a lágrima, a beleza de um desejo de conhecer o infinito. Talvez seja o não ter medo de voar, o tour do giro, a casa de prata onde os sonhos moram. A vida que habita e se escalda pelos meus olhos são filhos de meu coração azul: um céu onde habitam as estrelas que cultivei desde os primeiros passos, cujo brilho se transforma a cada fase furta cor que me vem e se esvai por entre meandros.

2 Vestígios:

Ramon Alcântara disse...

"Confesso que já quis voar muito alto, que já almejei coisa de gente grande, mas hoje bem sei que me satisfaz o giro." Demais esse fragmento!

Parabéns pelo texto, pela reflexão de ser-se!

Ann Nothing lhe aguarda!

Vilma A. de Mello disse...

Continue cultivando estrelas e escrevendo lindamente

beijo