Tua nau, eu sei
redemoinho de sangue
tua cara - vadia! -
redecora meu beijo.
Tua fartura, quem viu?
redescobrem os anjos
pois o vento avulso
me atiça o caos.
Eu, marejando
arpejos de alcances,
desenho teu dedo
onde a curva me gera.
Direi, meu desejo,
que o abraço de adeus
é teu zelo impossível,
meu raro amanhã.
4 Vestígios:
''Redecora meu beijo''
como te disse...
felino, poético e ousado! não tenho o costume de te ler assim, afrontando. Depois de tanto tempo, foi bom te ver experimentando de novo e matar as saudades dessas águas que tardaram a amanhecer.
eu gostei muito mesmo desse, diria até que foi um dos melhores que já li aqui.
beijo
Há um devir outro aqui nesse poema, um desejo que se faz na revelação, um segredo exposto, uma amora, outro amor, novo... e dor
como você está liquido ultimamente ;)
as naus, as águas. Espero que nada disso queira dizer "transitório": ainda não me conformo com essas coisas que passam, essas águas que fluem sem parar deixando poucos rastros.
"Desenho teu dedo onde a curva me gera".
Este trecho ficou divino.
abç
Pobre Esponja
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