Será que ando assim tão seco? Que teria eu a ver com leites e pedras? Talvez um rio. Quem sabe uma ausência de entrepostos e pausas, quem sabe a branco seja na verdade um furtacores... Meu olhar nada sabe, se perdeu em meio às ondas do mar e se afogou no turbilhão de nuvens. Tempestade de sonhos. E a voz insiste em olhar. E o olho persiste em andar. Porque pode ser que eu ainda pulse mesmo, e as coisas não tenham se reduzido a algo tão ferrugem assim. Jejum de versos, pode ser também. Mas a voz ressoa, o pensamento não pára, e eu preciso daqui. Tijolos, nuvens e o mar me nutrem. Eu quero - talvez não tanto quanto antes - fazer isso aqui viver, mas o esterco às vezes fica longe pra buscar...
2 Vestígios:
Fazer milagre, adubar o solo infértil. Criar, renascer...
Dar vida às palavras é algo que fazes muito bem.
beijos,
saudades.
sabe quando você fecha os olhos pras metáforas e lê tudo sem pausas? foi como li. pois é, fazer isso viver não é difícil. o esterco também tem em todo canto, dos nossos próprios erros inclusive. mas se a fase é limpa, de odor e sensações suaves, agradáveis, deixe o esterco no seu devido lugar que a alma se encontra em relativa paz e deve estar ocupada com outras coisas que não a imperativa catarse artística.
ps.: qq dia compila e me manda um exemplar com dedicatória. abraço!
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