Eu que não aceitasse a condição de ser/estar sob aquele terreno baldio. Um breu envolto de nada. De matar, aquele vazio. Uma brancura sufocante que me envolvia e me desnudava a cada ar que eu expirava. O teto que eu sequer enxergava não permitia que meu coração falasse. Era o primeiro labirinto sem muralhas que eu já tinha visto em toda minha vida. Um eu tão disforme que foi difícil contemplar. O oco de alguém que jamais se vira sob um ângulo nada modesto. Sim, o naufrágio.
Por que afundar é um acaso
debilmente em transe
sem olho nem boca
e assim, meio surdo.
Me dá teu escuro
tocando em mim
velando-me a morte
se eu sou teu sono.
debilmente em transe
sem olho nem boca
e assim, meio surdo.
Me dá teu escuro
tocando em mim
velando-me a morte
se eu sou teu sono.

11 Vestígios:
Desconstruçções e reconstruções...
Porque em terrenos, baldios ou não, há chão e pisamos.
E também há um teto sobre este terreno baldio. Um céu que nos protege e se a luz está anos distantes de nós e o que vemos no céu é passado e as estrelas talvez estejam mortas, nas noites em que as vemos, nós, também somos luz e temos um passado...
Será que ali, mesmo no 'escuro' não estaria um chão de não afundar?
Imagina, imagina...
Beijos, amigo.
Saudades de você.
velando a morte... seria possível sonhar nesse sono?
beijos
Olá!
Ziggy,
A paz do Senhor!
Estou de visita,quanto tempo heim?
Você cada vez mais poeta.Parabéns!
Estou esperando o seu livro rsrsrsr.
Como você bem entitulou este post de "Escuro", concordo plenamente com você, ficamos no escuro mesmo, quando nos afastamos da luz de Deus.
Peço pra Deus te abençoar rica e poderosamente em nome do Senhor Jesus. Estou esperando a sua visita no meu blog ok!Te espero lá! rsrsrs
bjs no coração.
Ah...
quanto tempo não venho recarregar as baterias nas profundezas das suas palavras...
Sempre um prazer!
Beijo grande!
Eu pediria a sua luz a tocar em mim
lindo, mesmo
=*
Olá,
Forte teu texto.
Os escuros que os poetas criam me fascinam.
Não, não sou poetisa. Quem me dera!
Até me chamam, mas prefiro caminhar pelo escuro..No encontro da luz.
E esse foi um.
Prazer, Bandys.
Beijos meus
Gostei de viajar por aqui...
Voltarei...!
Senhor Ziggy, que canto lindo você tem aqui, hein? És um poeta, rapaz, escreve forte, vindo direto da alma, transporta, vai além. Dá pra viajar em cada palavra tua.
Respondendo ao teu PS, VOCÊ, sou eu? 'o' HUAHUAHUA
Obrigado pelos elogios, man. Voltarei, com toda certeza.
Até ;)
Zigga,
Engraçado que você leu meu acúmulo, todo aquele branco, como um vazio. Agora entendo o porque. Teu texto me agonizou, sabe? Imaginei aquelas salas de um manicômio. Um branco que cega, uma privação do que há de vir. Uma cerca. E talvez a gente se afogue assim em excesso de pensamentos que resultem em naufrágios. Talvez a gente se afogue pra dentro.
O branco é escuro, vendo assim.
Amor, pra você.
Você e seu mar...
Bacana Ziggy,
és o sono, num sonho azul.
abs
Dá gosto de ler-te.
Um grande abraço!
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